E NA VOLTA PARA O BRASIL…

01/04/2009

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Ir é fácil, já voltar… Saímos de São Pedro dia 1 de janeiro de volta a São Paulo. Foram cinco dias de viagem pelas mesmas estradas, menos a
Ruta 9, que eu juro que preferia passar por ela a pé do que voltar lá de carro. Sofri uma Puna violenta e chegamos em Salta a noite exaustos. Agora, em vez de ficar no delicioso House of Jasmines, ficamos em um hotel no centro, de frente para a praça e mais perto da estrada. O hotel era o melhor que tinha na área e mesmo assim tinha um clima “O Iluminado”.

De Salta viajamos até Corrientes, onde dormimos uma noite e de lá fizemos mais uma parada, desta vez em Assuncion, no Paraguay. Lá foi a única vez que fomos subornados pela polícia rodoviária, que pediu 100 dólares. Resolvemos com 10…

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No dia seguinte, finalmente, chegamos ao Brasil através da famosa Ponte da Amizade, que liga os dois países. Que vergonha, de amizade ela não tem nada de tão velha e descuidada que está. Dirigimos até Maringá por estrada lindas do Paraná, onde fomos recebidos por dois arco-íris gigantes. Mais uma noite de pausa para chegar em São Paulo no dia seguinte a tarde.

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a ponte da amizade, que divide paraguay e brasil

A Marginal faz com que a gente “chegue” logo mesmo em São Paulo. Ironicamente, nosso motorista do momento, o Pablo, esqueceu de olhar o marcador de gasolina e não é que ela ACABA NO MEIO DA MARGINAL?
Como a gente brincava, ele deu uma “pablada”.

Bom, claro que, voltando de uma viagem dessas, trocamos o mau-humor por risadas.

Só agora escrevendo o blog é que algumas fichas estão caindo sobre a viagem. Dos lugares que passamos, as pessoas que vimos e conhecemos, as grandes diferenças de estilo de vida, as paisagens abundantes, o tempo em silêncio no carro, o deserto…

Vale a pena. Mesmo que não queira se aventurar de carro, cada lugar desses podem ser visitados de avião, ônibus, moto e, para os ainda mais malucos, bicicleta.

Para ler o blog desde o início da viagem CLIQUE AQUI e comece lendo de baixo para cima.

fim.

O VALE DA LUA

06/03/2009

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É um dos lugares mais incríveis que já visitei. Inteiro de uma cor só, ele se diferencia por suas montanhas de pedra e dunas de areia. Uma paisagem futurista, estranha e grandiosa. E claro, parece mesmo que estamos pisando na lua.

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Localizado a 15 km de São Pedro do Atacama, este sim é um programa imperdível. O horário mais lindo para se visitar o vale é durante o por-do-sol, mas claro que todas as pessoas que estão na cidade vão fazer a mesma coisa. Então, de repente você está lá no alto daquele lugar silencioso e quando olha para baixo vê hordas de gente subindo. E todo mundo fazendo um barulho danado.

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mario, julio, camila, barbara, fabiano, pablo, marina e cami: a gente se mandou assim que o lugar lotou

Hora de ir embora. Descobrimos um lugar maravilhoso, afastado do “ponto turístico”, mas também tão especial quanto. É uma entradinha que sai da estrada e passa meio despercebida. Estacionamos o carro e ficamos lá curtindo o silêncio com por-do-sol.

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as irmãs marina e camila acayaba

E já que o sol se põe até as 20h, no ano novo, fizemos uma surpresa e levamos nossos amigos para lá, poucas horas antes do ano virar. Vinho, boas companhias, fotos engraçadas, visual de matar mais a expectativa da noite de revéillón…

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feliz 2009!

BELOS CAMINHOS

06/03/2009

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Na estrada para São Pedro, vimos um imenso salar. De repente ele apareceu na estrada e foi ficando cada vez maior. É impressionante, parece neve e tem quilômetros e quilômetros de distância. Com certeza, uma das vantagens da viagem de carro.

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E essa estradinha é o caminho principal para sair de São Pedro em direção às “atrações” da região. Ela fica cada vez mais alta e curvilínea…
Mas é linda. Outro visual absurdo, olhar tudo lá de cima.

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Outra estrada linda que a gente pegou para chegar em São Pedro. E o afalto é impecável, em ótimo estado. Só atenção para a puna!

O DESERTO

06/03/2009

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Não há sensação melhor do que dirigir pelo deserto. Ainda mais no Atacama, o deserto mais inóspito do mundo, onde não chove há dez anos (na área que visitamos) e a luminosidade é uma coisa de louco. As nuvens que chegam não conseguem transpor a cordilheira dos Andes, que chega aos 6 mil metros de altura. Nas fotos que tiramos do carro, em vez de vermos o deserto, víamos apenas um clarão branco atrás.

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na foto, a luminosidade do deserto faz com que ele vire apenas um clarão branco

Logo na entrada do deserto há uma casinha/posto policial com banheiros e um guichê (paga-se para visitar o deserto). A moça que trabalha lá contou que de dia a temperatura pode chegar a 40 graus e a noite cair até 0. Ela também disse que, por conta do trabalho que as mineradoras estão fazendo na região, a vida animal do deserto vem sofrendo e ficando cada vez mais rara. Lá existe uma diversidade de minerais que tem sido extraída por grandes mineradoras. No Atacama, estão as maiores reservas de cobre do mundo, além de lítio e enxofre.

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flamingos no deserto

De fato, nós pudemos observar isso. Mesmo naquela secura toda, haviam algumas lagoas rasas em alguns pontos do deserto, onde ficam três espécies de flamingos e outros pássaros. Agora há apenas o que podemos chamar de poças de água. As lagoas que existem na região não foram formadas pela chuva, mas sim pelo degelo da neve dos Andes ou por águas que correm sob a superfície do deserto e “brotam” em lugares pouco inusitados.

Eu fiquei impressionada com a textura grossa e dura de que é feito o Deserto do Atacama. Dura feito pedra, marrom, totalmente sem vida. Você pode andar quilômetros sem nada mudar.

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com essa foto entendemos porque é o deserto mais seco do mundo; reparem como conseguimos enxergar as montanhas perfeitamente, elas estão há 80 km de distância

O sol mais quente que já enfrentei, o céu mais azul, a visibilidade mais absurda. Tudo lá é superlativo.

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A CIDADE DE SÃO PEDRO DE ATACAMA

24/02/2009

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a cidade de são pedro de atacama

São Pedro hoje tem quase cinco mil habitantes e está a 2.400 metros de altitude. Com uma localização privilegiada, SPA é rodeado por cadeias montanhosas que impedem a chegada de ventos úmidos à região, fazendo da área uma das mais secas do mundo.

A leste está a Cordilheira dos Andes, com seus vulcões que chegam a 5 mil metros de altitude, como o Licancabur. Ao sul está o Salar do Atacama, o maior depósito salino do Chile, onde está 40% da reserva mundial de lítio. São paisagens completamente diferentes uma da outra num raio de poucos kilômetros.

A cidade é uma graça, um vilarejo com ruas de terra e a maior parte das casas, restaurantes e lojas, contruídas de adobe, um tijolo feito de água, terra e palha. Por isso os lugares tem a coloração avermelhada da terra.

Como o clima é muito, muito seco, nós sentimos isso de todas as formas possíveis. Pele e cabelos ficam super secos, temos sede o tempo inteiro e sentimos uma moleza constante por conta do calor. Sair na rua tipo duas da tarde, só se for para almoçar.

Há várias opções de restaurantes, cafés e bares, que enchem de pessoas de diversos países. Quando começa a escurecer e a temperatura abaixa, as pessoas saem e ficam nas ruas, conversando, bebendo vinho, ouvindo música e vendo artesanato.

A comida é ótima porém cara. O mais difícil é achar um bom café expresso e bem tirado. Praticamente impossível. Vai lá no Milagro, que tem (veja o link no post Trecho 7).

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por mais absurdas, distantes e inóspitas que sejam as locações, você sempre estará acompanhado por mais umas 50 pessoas…

No mais, há passeios que saem todos os dias bem cedinho para locações absurdas, como os Geysers de Tatio. A saída é as 4h da manhã, quando o termômetro bate 0 graus. Os geysers são manifestações vulcânicas em que água e vapor literalmente brotam da terra, lançando jatos de água fervendo que podem chegar a quatro metros de altura. O passeio também inclui um café da manhã ali mesmo, de frente aos geysers e uma parada para um mergulho em uma piscina quente natural.

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piscina natural de água quente: o pablo e o mário no meio da mulherada

Também há passeios para as lagunas altiplanicas e para o imperdível Vale de la Luna (leia post sobre o Vale).

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lagoas altiplanicas

A PUNA

24/02/2009

Puna é a “doença da altitude” e bate a partir dos 2 mil metros acima do nível do mar. Em Atacama, chegamos a quase 5 mil, então já dá para imaginar. Ela se manifesta de maneira diferente em cada um. Eu passei muito mal, quase desmaiei umas seis vezes até chegar no controle argentino e tomar oxigênio. Meus companheiros de viagem também sentiram e ficaram um pouco zoados, mas não chegou a tanto.

A Puna dá dor de cabeça, enjôo, abaixa pressão, diminui o apetite e dificulta a respiração. Eu tive todos os sintomas, claro, mas não é todo mundo que sente tudo isso.

No caso dessa viagem, há um trecho longo em um altitude acima dos 3.300 m. A estrada, como se pode imaginar. é deserta por umas três horas, até chegar na fronteira argentina.

O motorista é quem deve tomar mais cuidado nas estradas “punatizadas”, pois há a possibilidade de um desmaio súbito. Ele deve estar atento a qualquer siontoma e ter alguém com quem trocar de lugar, caso seja necessário.

Na Bolívia e no Peru, onde também há menos oxigênio, as pessoas mascam folha de coca, mas ela é proibida no Chile, então há alguns cuidados para evitar os sintomas da Puna:

- Aclimatize durante um ou dois dias na cidade para poder fazer os passeios em altitudes mais altas, assim seu corpo não sente a falta de oxigênio repentino.

- Essa aclimatização é impossível de se fazer numa viagem de carro entre Argentina e Chile. Obrigatoriamente você atravessa um trecho que chega a 4.700 m do nível do mar. Não beba álcool na véspera, tome uma boa xícara de café e tenha uma café aspirina a mão caso seja necessário. A cafeína ajuda a combater os sintomas da Puma.

- Não corra, ande. Respire bem e beba sempre muita água sem gás.

- Na estrada ou em passeios longos, é bom levar uma barrinha de cereal, chocolate e frutas secas, que dão energia. Evite qualquer coisa que fermente no estômago, como leite.

- Os carros também sentem a puna e por mais que você acelere, ele não passa dos 60 km/hora. O motor do carro trabalha dobrado por conta do nível baixo de oxigênio. Tem que ter paciência, ir devagar e evitar o ar condicionado.

- Se a pressão baixar, mantenha a calma, beba água e peça para algum companheiro de viagem massagear a palma das mãos ou o “gordinho da boca e o queixo. Dizem que são pontos que, quando pressionados, ajudam a reestabelecer a energia. Também é bom ficar com as pernas para cima para fazer o sangue descer para a cabeça.

- O ideal é levar oxigênio na viagem.

TRECHO 7: PURMAMARCA – ATACAMA (UFA!)

24/02/2009

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finalmente, rumo a são pedro!

Finalmente engatamos na última perna da viagem e nosso destino final: São Pedro do Atacama. Saímos cedo para chegar lá ainda de dia e vale a pena, pois a estrada é linda, toda curvilínea, com montanhas gigantes e salares pelo meio do caminho.

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Há apenas uma recomendação: cuidado com a Puna! Pois é, eu já havia estado na Bolívia e no Peru, com uma altitude que não estamos acostumados, mas em SP foi diferente. A Puna me pegou de jeito (leia mais no post acima). Próximo a fronteira Argentina-Chile, temos que parar no controle de saída da Argentina e lá tem oxigênio para quem estiver se sentindo mal.

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fronteira entre chile e argentina

A próxima parada, depois disso, é no controle chileno, já em São Pedro. É bom se informar sobre os horários, pois eles fecham para almoço, o que pode fazer você tomar um belo chá de cadeira sob um sol de 35 graus. E esteja com todos os documentos à mão (carro, motorista, seguro verde e passaportes) para agilizar o processo.

Para quem estiver em Santiago, São Pedro está a 1.670 km de distância. Há também a opção de pegar na capital até Calama, que fica a uma hora de distância de SP.

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o hotel terrantai, construído de pedra e adobe e o quarto que a gente ficou

Kilometragem: 500 km
Tempo: 6 horas
Situação da estrada: ótima. Sempre há partes montanhosas e vias mais estreitas, mas tudo bem sinalizado e conservado.
Onde ficar: Em SP tem quatro tipos de acomodação, para todos os bolsos: há dois hoteis tipo bombados, 5 estrelas, um pouco distantes da cidade (o Explora e o Altiplanico). Tem o Terrantai, onde a gente ficou, um ótimo hotel na cidade; albergues e campings.
Clima: nossa, nem te conto! pelo menos a noite dá uma esfriadinha.
Onde comer:São Pedro é uma vila praticamente e tem várias opções para comer. Tudo super caro, tipo preço de Spot e Ritz, mesmo os mais simples. A não ser que vc queira comer pizza ou sanduiche, prepare-se para ser assaltado! Vá no Milagro, La Estaka e La Casona, que são boas opções. A noite, o pessoal do Milagro acende uma fogueira no meio do restaurante e as pessoas ficam em volta, ouvindo música e conversando. É uma delícia.

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o café-restaurante milagro à noite; a fachada do lugar durante o dia

OS ALTARES DO CAMINHO

21/02/2009

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A partir do momento em que entramos na Argentina, começamos a ver pequenos altares vermelhos nas estradas. No início eu achava que eram homenagens a pessoas que haviam morrido naqueles lugares, mas a coisa começou a ficar meio sinistra, porque haviam muitos altares, todos enfeitados com santos e bandeiras vermelhas. Eu pensava: “não pode ser…”

Descobrimos depois que são homenagens ao El Gauchito, figura que tornou-se parte do folclore do país. Dizem que ele é um padroeiro das estradas argentinas e o vermelho usado nas honrarias é porque era a cor que ele mais usava.

Gauchito não é reconhecido como santo pela igreja católica, mas tem milhares de devotos pelo país inteiro e atrai cerca de 250 mil pessoas
anualmente na peregrinação que marca a data de sua morte, 8 de janeiro.

ESTRADAS DE ARREPIAR!

19/02/2009

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foto do mário dá uma geral na costa del obispo

Neste trecho de Cachi para Purmamarca, pegamos duas estradas absurdas.

A primeira delas, a Costa del Obispo (rota 33), que a gente apelidou de “Escócia”, é sem dúvida uma das estradas mais lindas que eu já peguei na vida. Ela vai de Cachi a Salta e tem a kilometragem total de83 km.

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estrada sinuosa e estreita da Costa del Obispo

Foi muito maluco, pois saímos de uma região quente, seca, sem vida para, de repente, dar de cara com um visual totalmente verde, montanhoso e frio. E muito alto. Esse percurso tem 20 km de distância e vai a 3.300 metros de altura. É MUITO, MAIS MUITO ALTO. A estradinha é asfaltada, com alguns trechos de terra, porém bem estreita. O visual é lindo, mas dá uma tonturazinha de olhar para o abism…, ops, para baixo.

Só para se ter uma idéia, levamos umas quatro horas para percorrer esses 83 km, até Salta. A gente achava impossível quando falavam que demorava, mas é isso aí mesmo.

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assim que a gente entrou na serra, foi impossível não parar para fotografar

A segunda delas, foi de Salta para Jujuy (rota 9), mas eu estava muito apavorada para tirar fotos. Juro, é uma experiência única, mas que eu não faço a menor questão de repetir! Basicamente é um precipício abursadamente lindo e absurdamente perigoso, com curvas hiper fechadas. Não há proteção alguma, é a roda do carro na beira do abismo. A estrada é mão dupla, apesar de só caber um carro por vez. Por conta das curvas, a gente nunca sabe se vem carro na mão oposta. Olha…

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ruta 9

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ruta 9, ainda na parte que tem guard-rail…

No You Tube tem um vídeo curtinho de um cara que fez esse trajeto de bicicleta, é legal olhar para sentir o clima, apesar de não mostrar as partes mais punks.

TRECHO 6: CACHI – PURMAMARCA

19/02/2009

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“paleta de pintor”, em purmamarca

Ainda na Argentina, viajamos de Cachi para Purmamarca, um pequeno povoado indígena do século 17, com apenas 500 habitantes, localizado na província de Jujuy. A cidade é praticamente cravada nas pedras multicoloridas da região. As ruas são todas de terra e as casinhas são de adobe. Há boas opções de hotéis e pousadas, bares e restaurantinhos, tudo muito simples e charmoso. A igreja, linda, é de 1648. E é na frente dela, em torno da praça, que rola a feira de artesanato. Aproveite para comprar tapetes, que são baratíssimos para a gente. E lindos.

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montanha roxa no centro da cidade

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igreja de purmamarca, construída em 1648

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feira de artesanato na praça de purmamarca

Além de aproveitar a cidade, há alguns passeios para fazer pela região. Um deles, que na verdade fica no meio do caminho para Tilcara, é o Cerro de Siete Colores, uma montanha de faixas coloridas formada por camadas de sedimentos que foram se posicionando um em cima do outro há milhões de anos. É lindo e único, parece uma aquarela.

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artesanato em tilcara

Tilcara é uma cidade já maior, com mais opções de tudo, café com internet, farmácia, etc. Fica a meia-hora de Purmamarca. Lá também tem a Pucara, uma fortaleza antiquíssima localizada no alto de uma montanha. E tem também Humahuaca, outra cidadezinha com ruas de pedra e terra, também com infra para receber turistas. No caminho vemos a Quebrada de Humahuaca, patrimônio da humanidade, com mais de 10 mil anos. São montanhas coloridas, entre elas a Paleta do Pintor.
É uma região linda, vale a pena conhecer.

Kilometragem: Rodamos cerca de 800 km neste dia. Fizemos um trecho de Cachi-Salta; Salta-Jujuy; Jujuy-Purmamarca. Paramos para almoçar em Salta.
Tempo: 9 horas
Situação da estrada: esse foi o dia mais “aventura” da viagem por conta da diversidade das estradas. Uma totalmente diferente das outras e duas delas, as rotas 33 e 40, bem perigosas, porém espetaculares de lindas. Atenção total. Alguns trechos de terra.
Onde ficar: há lugares bem simpáticos. Nós ficamos no El Manantial del Silêncio, que é bem confortável e tem um ótimo atendimento. Tem piscina, internet, um bom restaurante e um jardim gostoso, que termina em uma montanha de pedra gigante.
Clima: bem quente e seco durante o dia; a noite melhora
Onde comer: no centrinho, há um restaurante de frente para a praça onde a maioria dos turistas comem, mas no caminho até lá você passa por outros lugares.

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jardim do hotel manantial del silencio


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